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  • Dra. Fernanda Sartori

Relação Cérebro e Comida

Você já parou para pensar que nosso cérebro está sempre ligado? Ele é responsável pelos nossos pensamentos, movimentos, percepções, nossa respiração. Até quando estamos dormindo ele está funcionando.

Por isso, ele precisa de um suprimento constante de combustível.

Esse “combustível” vem da comida que ingerimos — e a qualidade desse combustível faz bastante diferença. O que nós comemos afeta o funcionamento do cérebro — inclusive o nosso humor.


Assim como abastecer o carro com gasolina aditivada faz bem para o motor, abastecer o corpo com comida de qualidade faz bem para o cérebro.

Uma dieta constituída por alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes nutre o cérebro e o protege do stress oxidativo — os “restos” (radicais livres) produzidos pelo metabolismo que podem danificar as células.


E assim como evitamos combustíveis de procedência duvidosa para nosso carro, deveríamos evitar combustíveis ruins para nosso cérebro, como alimentos processados e refinados — eles promovem inflamação e stress oxidativo. Além disso, atrapalham na regulação dos níveis de insulina do organismo.


Vários estudos encontraram uma correlação entre dieta com alto nível de açúcares refinados e função cerebral prejudicada, principalmente com a manifestação de sintomas depressivos.


Por muitos anos esse foi um assunto pouco falado. Hoje, os estudos cada vez mais tem mostrado correlações não apenas com o que você come, como você se sente e como você se comporta, mas também com os tipos de bactérias que vivem em seu intestino.


--- De que maneira o que você come afeta como você se sente?

. A serotonina é um neurotransmissor que ajuda a regular o sono e o apetite, o humor e a sensação de dor.

. Aproximadamente 95% da nossa serotonina circulante é sintetizada no trato digestivo — e o nosso trato digestivo se comunica com centenas de milhões de neurônios. Sendo assim, faz sentido que o funcionamento do nosso sistema digestivo afete nossas emoções.

. E mais: a função desses neurônios e a produção de neurotransmissores como a serotonina são altamente influenciados pelos bilhões de bactérias “boas” que compõe a nossa microbiota intestinal.


--- As bactérias da microbiota intestinal tem um papel importante na nossa saúde:

- protegem o revestimento dos intestinos e garantem que eles forneçam uma barreira contra toxinas e bactérias "ruins"

- protegem contra inflamação

- Melhoram a absorção de nutrientes dos alimentos que ingerimos

- Ativam vias neuronais que comunicam o cérebro e o intestino


--- Estudos que compararam populações que seguem uma dieta “tradicional”, como a Mediterrânea e a Japonesa, com populações que seguem uma dieta típica ocidental, mostraram que o risco de Depressão é 25 a 35% mais baixo naqueles que seguem uma dieta tradicional.

A explicação dos cientistas para isso é que as dietas tradicionais tendem a ter:

- Alto consumo de vegetais, frutas, grãos não-processados, peixes e frutos do mar

- consumo modesto de carnes magras e laticínios

- Pouco consumo de alimentos e açúcares processados e refinados — sendo que, por sua vez, esses alimentos são os principais do padrão dietético ocidental


-- Isso pode soar estranho pra você! Mas é o que tem sido bastante estudado ultimamente: as bactérias boas do nosso intestino influenciam não apenas a digestão e absorção do intestino, mas também o grau de inflamação do organismo, os níveis de humor e energia


Fonte: https://www.health.harvard.edu/blog/nutritional-psychiatry-your-brain-on-food-201511168626


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