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  • Dra. Fernanda Sartori

Psiquiatria e Estigma

ou "quando a dor é invisível".

Certa vez uma paciente me disse: “Eles acham que eu invento tudo isso. Bom seria se fosse inventado...eu não estaria sofrendo tanto”.

Pessoas com transtornos mentais (T.M.) lutam contra dois problemas: os sintomas que muito prejudicam sua qualidade de vida... e o estigma, que gera preconceito e discriminação. Isto está muito ligado: 🔹ao fato de que os avanços no entendimento dos T.M. é relativamente recente na Medicina 🔹exames que comprovem as alterações em nível cerebral ainda não são acessíveis à população 🔹é uma doença que “não se vê”, cujo diagnóstico ainda é essencialmente através do relato do paciente, havendo, portanto, muita subjetividade 🔹tratam-se de condições que alteram o humor, o comportamento e os pensamentos. Por isso, muitas vezes são mal vistos e mal interpretados O estigma associado aos T.M. é um difícil obstáculo para a recuperação e reabilitação do indivíduo 🔹faz com que muitos adiem demais a procura por ajuda; 🔹afeta negativamente o tratamento; 🔹nega oportunidade de trabalho; 🔹atrapalha a autonomia e a realização de objetivos; 🔹prejudica a qualidade de vida, inclusive da família

As consequências negativas do estigma influenciam as percepções, emoções e crenças da pessoa estigmatizada gerando o auto-estigma, em que a pessoa adota conduta passiva, envergonhada e de auto-desvalorização


A compreensão e entendimento dos T.M. são fundamentais na luta conta esse estigma.


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